No dia 8/8/23 bati um papo muito legal com o Mário Kertész.
Deixo aqui uns links da conversa!
Vejam lá, clicando na foto:
(O papo começa quando já tinha 1 hora de Programa)
"Como é que os regimes opressivos mantêm seu controle? Pesquisa, cuidadosa e inovadora, reconstrói em grande parte o mundo dos próprios censores, [mas] a parte mais original do seu estudo é a análise da colaboração de jornalistas com o regime. Uma história até agora obscura, [um] livro que muda a nossa compreensão de um período sombrio" [Michael Hall/Unicamp] - 5° Lugar em Ciências Humanas/Prêmio Jabuti - 2004.
No dia 8/8/23 bati um papo muito legal com o Mário Kertész.
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| https://blogdaboitempo.com.br/2023/07/07/novas-pesquisas-reiteram-achados-de-caes-de-guarda-de-beatriz-kushnir/ |
A Agência Pública divulgou recentemente a matéria intitulada “Documentos indicam que aliança da Folha com a ditadura foi mais forte do que jornal admite”. O texto merece ser lido, pois resume bem os fatos da época, comprovando a cumplicidade do grupo Folha com os órgãos repressivos.
São impactantes os “documentos e testemunhos obtidos pelo Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (Caaf), ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)”, e expostos na matéria referida. Complementam o que no essencial está presente no livro pioneiro Cães de guarda, de autoria de Beatriz Kushnir, publicado pela Boitempo em 2004, com base na tese de doutorado defendida na Unicamp. A pesquisa da historiadora demonstrou em detalhe, com farta documentação, a proximidade da Folha de S. Paulo com o sistema repressivo.
Em contexto posterior, a Folha teria papel relevante na redemocratização, especialmente a partir do momento em que Cláudio Abramo se tornou diretor de redação nos anos 1970. Como em muitas instituições da época, havia luta interna entre partidários e adversários da ditadura, sem contar os casos de ambiguidade entre colaborar e resistir. De qualquer modo, as pesquisas de Kushnir, do Caaf e outras comprovam episódios de colaboração ativa com o aparelho repressivo, como empregar jornalistas policiais e emprestar veículos da empresa a fim de prender opositores.
Matérias como a publicada pela Agência Pública ajudam a divulgar, especialmente para as novas gerações, o acúmulo de pesquisas a respeito do apoio civil ao regime militar. O livro citado de Beatriz Kushnir é leitura indispensável para quem se interessar pelo estudo aprofundado do tema.
“En relación al diario Folha de Sao Paulo, el informe cita el libro Perros guardianes: periodistas y censores, desde el AI-5 hasta la Constitución de 1988, escrito por la historiadora Beatriz Kushnir, quien reconstruyó la forma en que la empresa periodística mantuvo agentes represivos, militares y policiales, entre sus empleados. Después del Acto Institucional Nº 5 redactado en 1968, que daba poderes extraordinarios al presidente y suspendía varias garantías constitucionales, Folha adoptó un apoyo editorial explícito al régimen. La empresa llegó a ceder sus vehículos para realizar acciones de la Operación Bandeirantes, un centro de información que coordinaba las acciones militares contra las organizaciones guerrilleras.”
Relações perigosas: a Folha de São Paulo e a ditadura brasileira Antes de se apresentar como um dos símbolos da redemocratização, jornal m...