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| Catálogo de Imprensa Alternativa/Acervo AGCRJ: |
"Como é que os regimes opressivos mantêm seu controle? Pesquisa, cuidadosa e inovadora, reconstrói em grande parte o mundo dos próprios censores, [mas] a parte mais original do seu estudo é a análise da colaboração de jornalistas com o regime. Uma história até agora obscura, [um] livro que muda a nossa compreensão de um período sombrio" [Michael Hall/Unicamp] - 5° Lugar em Ciências Humanas/Prêmio Jabuti - 2004.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Imprensa Alternativa
Meu depoimento sobre o acervo de Imprensa Alternativa em depósito no Arquivo Geral da Cidade do RJ (AGCRJ):
http://www0.rio.rj.gov.br/arquivo/acervos-imprensa.html
Seminário Direito e Ditadura
Evento promovido pelo Programa de Educação Tutorial - PET Direito da Universidade Federal de Santa Catarina, de 25-9/10/2010
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| Vídeo |
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| Programação |
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Faltou um pequeno detalhe no excelente artigo do Safatle, by Luiz Carlos Azenha
PS do Viomundo: Faltou uma perguntinha básica no excelente artigo do excelente Safatle, que diz respeito à participação direta de alguns veículos de imprensa na repressão, seja com apoio editorial, seja com apoio financeiro, seja contratando censores, seja com apoio de...viaturas. Está tudo, por exemplo, no livro Cães de Guarda, da Beatriz Kushnir.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Os Meios da Censura: Kushnir: Censura, autocensura e os “Cães de Guarda...
Entrevista à Yasming Pereira no Blog Os Meios da Censura:
Os Meios da Censura: Kushnir: Censura, autocensura e os “Cães de Guarda...: "Um acordo entre os que se propõem a escrever sobre a censura e a Ditadura Militar no Brasil é que a censura vivida na época trouxe a limita..."
quarta-feira, 13 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Emir Sader: Data incômoda para a direita
QUA, 30 DE MARÇO DE 2011 09:35
29/03/2011 por Emir Sader, no seu blog A cada ano, quando nos aproximamos da data do golpe de 1964, uma sensação incômoda se apossa da direita – dos partidos, políticos e dos seus meios de comunicação. O que fazer? Que atitude tomar? Fingir que não acontece nada, abordar de maneira “objetiva”, como se eles não tivessem estado comprometidos com a brutal ruptura da democracia no momento mais negativo da história brasileira ou abordar como se tivessem sido vítimas do regime que ajudaram a criar? Difícil e incômoda a situação, porque a imprensa participou ativamente, como militância politica, da preparação do golpe, ajudando a criar um falso clima tanto de que o Brasil estivesse sob risco iminente de uma ruptura da democracia por parte da esquerda, como do falso isolamento do governo Jango. Pregaram o golpe, mobilizaram para as Marchas da Família, com Deus, pela Liberdade, convocadas pela Igreja, tentaram passar a ideia de que se tratava de um movimento democrático contra riscos de ditadura e promoveram a maior ruptura da democracia que o Brasil conheceu e a chegada ao poder da pior ditadura que conhecemos. Na guerra fria, a imprensa brasileira esteve plenamente alinhada com a politica norteamericana da luta contra a “subversão” contra o “comunismo”, isto é, com o radicalismo de direita, com as posições obscurantistas e contrárias à democracia, estabelecida com grande esforço no Brasil. Estiveram em todas as tentativas de golpe contra Getúlio e contra JK. Em suma, a posição golpista da imprensa brasileira em 1964 não foi um erro ocasional, um acidente de percurso, mas a decorrência natural do alinhamento na guerra fria com as forças pró-EUA e que se opuseram com todo empenho ao processo de democratização que o Brasil viveu na década de 1950. Deve prevalecer um misto de atitude envergonhada de não dar muito destaque ao tema, com matérias que pretendam renovar a ideia equivocada de que a imprensa foi vitima da ditadura – quando foi algoz, aliado, fator no desencadeamento do golpe e da ditadura. (O livro de Beatriz Kushnir, Cães de guarda, da Boitempo, continua a ser leitura indispensável para uma visão real do papel da mídia no golpe e na ditadura.) Promoveu o golpe, saudou a instalação da ditadura e a ruptura da democracia, tratou de acobertar isso como se tivesse sido um movimento democrático, encobriu a repressão fazendo circular as versões falsas da ditadura, elogiou os ditadores, escondeu a resistência democrática, classificou as ações desta resistência como terroristas – em suma, foi instrumento do regime de terror contra a democracia. Por isso a data é incômoda para a direita, mas especialmente para a imprensa, que quer passar por arauto da democracia, por ombudsman das liberdades politicas. Quem são os Mesquitas, os Frias, os Marinhos, os Civitas, para falar em nome da democracia? Por isso escondem, envergonhados, seu passado, buscam a falta de memória do povo, para que não saibam seu papel a favor da ditadura e contra a democracia, no momento mais importante da história brasileira. Por isso tem que ressoar sempre nos ouvidos de todos a pergunta: Onde você estava no golpe de 1964? Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo. |
O debate com os alunos da ECA e o Dia da Mentira
QUI, 31 DE MARÇO DE 2011 16:15
por Luiz Carlos Azenha Hoje estive em minha alma mater, a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Soneguei a informação de que não fui exatamente um aluno-modelo. Aliás, talvez minhas notas nem tenham refletido isso. O fato é que quando ingressei na ECA eu já era jornalista em exercício, no fim dos anos 80. Fiz parte do curso entre Bauru (onde eu era editor de local do Jornal da Cidade) e São Paulo. Quando comecei a trabalhar em TV, em 1980, continuei levando a faculdade aos trancos e barrancos. Mais tarde, decidi levar o curso a sério, pedi demissão da Globo e me mudei definitivamente para São Paulo. Eu me formei em 1985, mas antes de colar grau fui nomeado correspondente da TV Manchete em Nova York e só fui colar grau sozinho, na sala do diretor da ECA, em fevereiro de 1987. Enfim, uma verdadeira novela que não cabia no debate. Falamos sobre as perspectivas diante dos futuros jornalistas. De minha parte, considerando a data, recomendei aos estudantes a leitura de três livros: 1964: A Conquista do Estado, de Rene Armand Dreifuss, que descreve os bastidores da quartelada cívico-militar de triste memória. Demonstra de forma insofismável como empresários brasileiros, com apoio de executivos americanos e, especialmente, da mídia, criaram na minúscula classe média de então o clima para justificar o golpe. O objetivo não declarado: promover o arrocho salarial e dar “segurança jurídica” aos investidores estrangeiros. Ah, sim, o fantasma do comunismo comedor de criancinhas foi a justificativa para implantar a barbárie. Cães de Guarda, da Beatriz Kushnir, que demonstra clara e limpidamente como as grandes empresas de mídia tiveram relações carnais com o regime, como “adaptaram” as redações para receber os censores e, no caso do Grupo Folha, como um jornal foi entregue a agentes, alcaguetes e outros tipos ligados à repressão. O que resta da ditadura, organizado por Vladimir Safatle e Edson Teles, que mostra os resquícios do regime militar que persistem ainda hoje na sociedade brasileira. Enfim, é para que os futuros jornalistas saibam que o apartheid social em que vivemos não brotou por acaso, que ele foi promovido e defendido, às vezes com métodos arbitrários e violentos, por muitos dos que hoje se dizem amantes da liberdade de expressão. Abaixo, dica da @tassiarabel no twitter com artigo que Roberto Marinho escreveu em 1984 sobre o golpe, publicadono blog do vereador Carlos Bolsonaro. E, mais abaixo, o documento imperdível publicado pelo Conversa Afiada do dia em que O Globo fez deduragem explícita, iscando o alto comando do Exército contra intelectuais brasileiros. |
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