quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Cães no OperaMundi


 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Cães no historicizar PODCAST

 Olá,

Entrevista mais recente no historicizar PODCAST. Você pode acessar pelo Youtube ou Spotify.

Aguardo o seu comentário.

Obrigada



sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Cães no ANANÁS

Olá, agradeço a professora Sylvia Moretzsohn pela oportuna análise. 

Aguardo o seu comentário. Para ler o texto, basta clicar na imagem. 

Obrigada 



terça-feira, 1 de julho de 2025

Cães no Dicas Históricas

 Olá,

Um papo longo e instigante com o incrível Fabrício Gomes. Depois me diz o que achou. 

Para ouvir, clique na imagem. 





Cães no Diário do Rio

 Cães de Guarda: o livro que escancara a cumplicidade entre imprensa, censores e o regime militar (https://diariodorio.com/caes-de-guarda-o-livro-que-escancara-a-cumplicidade-entre-imprensa-censores-e-o-regime-militar/)


Obra de Beatriz Kushnir, que será debatida em live no canal do Dicas Históricas, denuncia o envolvimento direto de jornalistas com a censura e os órgãos da repressão durante a ditadura militar.


30 de junho de 2025


Antônio Sá


Fiscal de Rendas aposentado do Município do Rio de Janeiro, Ex-Subsecretário de Assuntos Legislativos e Parlamentares do Município do Rio de Janeiro Bacharel em Direito e Economia.


https://diariodorio.com/caes-de-guarda-o-livro-que-escancara-a-cumplicidade-entre-imprensa-censores-e-o-regime-militar/


No dia 1º de julho, às 19h, o canal da Dicas Históricas no YouTube transmitirá uma live com a historiadora Beatriz Kushnir, autora do corajoso e minucioso livro Cães de Guarda: Jornalistas e Censores, do AI-5 à Constituição de 1988. A obra, publicada pela Boitempo, trata de um tema incômodo e até hoje pouco debatido com a profundidade necessária: a relação entre a imprensa brasileira e o regime militar, especialmente no que tange à censura e à colaboração ativa de jornalistas com o aparato repressivo.


Segundo a autora, seu objetivo é iluminar um território sombrio e desconfortável: a existência de jornalistas que atuaram como censores federais e policiais ao mesmo tempo em que escreviam nas redações. Com base em ampla pesquisa documental e entrevistas com censores — algo inédito — Kushnir revela o funcionamento da censura, os bastidores da autocensura e a cumplicidade velada (e às vezes escancarada) de veículos como a Folha da Tarde com os órgãos da repressão.


Este artigo se propõe a apresentar um resumo do livro, capítulo por capítulo, sem omitir o rigor e a densidade da análise de Beatriz Kushnir.


Prefácio e Apresentação: Entre Censura, Violência e Colaboração


O prefácio, escrito por Stella Bresciani, apresenta o livro como um trabalho corajoso que enfrenta uma das manifestações mais perversas do poder autoritário: a censura. Beatriz Kushnir parte do princípio de que calar o outro é recusar o próprio debate político, e por isso a censura representa uma das formas mais violentas de dominação.


Na apresentação, a autora introduz a complexidade do tema, mostrando que a censura no Brasil não era apenas imposição estatal: muitas vezes, foi exigida por setores da sociedade civil e implementada por jornalistas formados e conscientes. Há destaque especial para o caso do Pasquim, cuja liberdade da censura foi percebida como armadilha para instaurar a autocensura.


Capítulo 1 – Os donos do tempo: jornalistas e historiadores


Neste capítulo, Kushnir faz um balanço da produção historiográfica sobre a censura e a imprensa durante o regime militar. Ela propõe romper com a narrativa de que todos os jornalistas foram resistentes e destaca a atuação de um grupo colaboracionista. A autora analisa os “intelectocratas” — jornalistas que se tornaram censores — e propõe um novo olhar sobre os códigos éticos, simbólicos e institucionais que marcaram esse momento da história. A censura é tratada como um instrumento político, legitimado por um complexo sistema legal e social.


Capítulo 2 – 20.493/46, 5.536/68 e 1.077/70: os limites do que nos era permitido saber


Este capítulo é uma imersão na legislação censória. Beatriz resgata as principais normas que estruturaram juridicamente a censura no Brasil. O “tripé” formado por esses decretos-lei sustentou a censura prévia, a vigilância sobre espetáculos públicos e o controle sobre a produção cultural. Kushnir mostra como o aparato legal era constantemente reforçado e ajustado, revelando o empenho do regime em transformar o arbítrio em norma.


Ela também investiga a falsa sensação de “abertura” com o fim da censura prévia em alguns jornais, revelando que a autocensura se tornou, então, o principal mecanismo de controle — resultado de anos de adestramento.


Capítulo 3 – Máscara negra: censores e interdições. As trilhas da liberdade de expressão


Neste trecho, a autora entrevista censores — muitos deles jornalistas — e traça perfis distintos. O capítulo trata da formação dos censores, das diferentes gerações que passaram pelo DCDP (Departamento de Censura e Diversões Públicas) e dos embates entre censores “intelectuais” e “policiais”. Há uma reflexão profunda sobre como a censura se tornou um ofício técnico e burocrático, revestido de legalidade, mas com impacto brutal sobre as liberdades individuais e coletivas. O capítulo também investiga a censura na Nova República e mostra como certos vetos perduraram mesmo após 1985.


Capítulo 4 – O jornal de maior tiragem: a trajetória da Folha da Tarde. Dos jornalistas aos policiais


Este capítulo é o mais explosivo e talvez o mais polêmico do livro. Beatriz Kushnir reconstrói a história da Folha da Tarde, veículo do Grupo Folha da Manhã, e revela como o jornal passou, ao longo da ditadura, de uma redação composta por militantes e simpatizantes de esquerda a uma equipe formada por policiais e censores.


A autora mostra como o jornal se transformou em instrumento da repressão, a ponto de ser apelidado de “Diário Oficial da Oban” (Operação Bandeirantes). Ela detalha o processo de substituição dos jornalistas por agentes ligados à repressão e identifica, com base em entrevistas e documentos, os principais nomes envolvidos nesse processo.


Trata-se de um verdadeiro estudo de caso sobre a colaboração direta entre parte da imprensa e o regime. Kushnir demonstra que alguns diretores do jornal exerciam simultaneamente funções jornalísticas e policiais, atuando como censores nas redações e repassando informações ao aparelho repressivo.


Notas finais e Soberba: entre pecado, delito e perdão


Após a análise dos quatro capítulos centrais, o livro apresenta uma reflexão sobre o peso das escolhas feitas durante o período. Kushnir recupera o conceito de “soberba” não como pecado teológico, mas como postura social: o orgulho de quem colaborou com o regime e jamais se arrependeu. Ela discute como, após a redemocratização, muitos desses colaboradores passaram a ocupar lugares de prestígio, apagando do discurso público sua atuação durante os anos de chumbo.


Há um esforço ético da autora em não cair no moralismo: o objetivo não é julgar, mas historicizar. Ainda assim, o desconforto permanece — e é justamente este desconforto que o livro quer provocar.


A passagem dos gansos: quando jornalistas e policiais se confundem


Este trecho final serve como uma metáfora para a mistura de papéis que se tornou comum durante a ditadura: jornalistas que viraram policiais, policiais que viraram jornalistas, censores que se travestiram de editores. É uma crítica contundente à promiscuidade entre imprensa e repressão. O capítulo sintetiza a tese central do livro: nem todos os jornalistas foram heróis — alguns se tornaram, literalmente, cães de guarda do regime.


“Cães de Guarda” é um livro necessário. Ele desconstrói mitos, enfrenta tabus e aponta para um campo ainda pouco explorado da nossa memória política: a cumplicidade de setores da imprensa com o autoritarismo. A obra incomoda porque mostra que a censura não era apenas imposta: era também desejada, pedida, aceita — por jornalistas, donos de jornal e até por leitores.


A live marcada para o dia 1º de julho, às 19h, no canal da Boitempo no YouTube, será uma excelente oportunidade para ouvir da própria autora os bastidores da pesquisa e os desafios de publicar uma obra tão corajosa.


Veja abaixo o sítio da transmissão:


https://www.youtube.com/live/16ry3P2WpKg?si=jwA14BS5Abq65tmB



Se queremos, de fato, garantir que “nunca mais” volte a acontecer, precisamos conhecer os detalhes do que aconteceu. E Beatriz Kushnir, com sua pesquisa rigorosa e seu compromisso com a história, nos dá esse presente incômodo e inadiável.

terça-feira, 6 de maio de 2025

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Cães citado por Luiz Claudio Cunha

 Olá,

Em seu blog e nos sites do Instituto Vladmir Herzog e da ABI, o jornalista Luiz Claudio Cunha menciona o pioneirismo desse trabalho no texto "Naqueles tempos em que mataram Vlado".

Acesse a matéria clicando na foto.




Cães no Jornal da Fórum com Miguel do Rosário e Henrique Rodrigues

 Olá,

Apresentando mais uma vez esse estudo pioneiro sobre a colaboração da FSP à ditadura do pós-1964.

Assista clicando na imagem e vá até 1:31:15.

Obrigada




quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Cães no Luís Nassif

 

Oi, 

No dia 14/1/2025, tive o prazer de bater um papo na TV GGN, com o Nassif. O tema foi: Mídia e Ditadura: uma parceria histórica. 

Caso queira ouvir, click na imagem. A entrevista vai até 29;54.

Um abraço!





sábado, 6 de abril de 2024

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

A honra de ter o trabalho, o esforço e as conclusões de meu livro citados em tão importante blog. 

Para ler o texto na íntegra, click na imagem. 




“(…) A imprensa grande, em vez de grande imprensa. Contudo, o problema ocorre também com periódicos de esquerda que desejam cobrir pautas que tendem a ser ignoradas pelos grandes meios de comunicação. A Agência Pública, por exemplo, fez uma interessante série de matérias sobre as dez empresas investigadas por equipes escolhidas pelo Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Unifesp, a partir de recursos advindos do termo de ajuste de conduta da Volkswagen (denunciada por sua cumplicidade com a repressão política durante a ditadura militar) com o Ministério Público Federal.

Essas equipes deveriam investigar crimes de lesa-humanidade (imprescritíveis) que pudessem suscitar novas ações do Ministério Público. O resultado gerou um informe público, que pode ser consultado por todos, e, outro, mais completo, que está com as autoridades, para que elas estudem a instauração de inquéritos.

A Agência Pública teve acesso a todo esse material e publicou matérias. Sobre a Folha de S.Paulo, uma das empresas investigadas, lemos que os documentos "indicam que a colaboração" do jornal "com a ditadura foi mais profunda do que se sabia". Lemos que, "segundo a pesquisa o grupo Folha teria emprestado carros de distribuição de jornais para que agentes da repressão os usassem". 

Este é um exemplo de falta de acúmulo: a tese de Beatriz Kushnir que trata desse empréstimo foi publicada em 2004 (Cães de guarda: jornalistas e censores) e foi citada pela Comissão Nacional da Verdade. A pesquisa, no que foi mostrado no relatório aberto, confirma o que já estava em Kushnir e na CNV, e traz novas entrevistas, que Marina Amaral destaca no Jornal do Brasil.”

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Cães no livro sobre a Família Almeida Teles x Brilhante Ustra

Car@s;

A vida solitária do pesquisador é sempre gratificante quando o trabalho é (justamente) referenciado. Agradeço ao Pádua Fernandes pela deferência.









segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Postagem do jornalista Emiliano Reis

Para ler a matéria toda, clique na imagem! 
“(…) Não sei de houve a atenção devida de parte de nossa esquerda quanto à cobertura dos últimos dias feita pela Rede Globo quanto à chamada desoneração fiscal. Há um livro imprescindível de Beatriz Kushnir, sobre o qual não canso de recomendar, onde ela trata da política servil, cúmplice da Folha de S. Paulo em relação à ditadura. Leiam-no: “Cães de Guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à Constituição de 1988”. Volto a ele especialmente pela expressão cães de guarda. A Rede Globo é autêntico cão de guarda do capital. Não rosna, apenas. Morde, e morde com gosto”.

Cães no OperaMundi

  Relações perigosas: a Folha de São Paulo e a ditadura brasileira Antes de se apresentar como um dos símbolos da redemocratização, jornal m...